Mafra é um concelho pertencente à Área Urbana de Lisboa, mas desta ele ainda tem pouco. Muito temos que fazer, e do que está feito muito há para organizar.
Este é um projecto de MUDANÇA.
Esta MUDANÇA começará aqui e posso vos assegurar que este projecto do Partido Socialista será diferente de todos os outros, não só pela força das nossas convicções, pela nossa energia, pela história que nos leva a agir, guiados pelo muito que podemos criar a bem de todos os Mafrenses.
Se me permitem esta diferença o meu primeiro agradecimento e cumprimento vai para esta larga centena de independentes e militantes do Partido Socialista que se vão apresentar e lutar por este projecto autárquico de Mudança.
O Partido Socialista terá 18 listas no Concelho de Mafra, estará presente com uma lista à Câmara de Mafra encabeçada por mim e presente em 17 das 17 Freguesias.
O nosso compromisso é para que o Partido Socialista tenha listas em todas as freguesias do Concelho. Como tal e como bem me devem entender o meu primeiro cumprimento e agradecimento é para todos eles.
O meu sincero obrigado…
Tenho a perfeita ideia de que esta luta será dura, como tal o discurso que teremos que ter não pode ser brando para que este projecto tenha sucesso temos que apontar não só o que de mal se faz (e é muito) como igualmente o que deveria ser feito, estamos cansados de uma política municipal surda e arrogante onde o Munícipe ouve e cala.
Se percorrermos o concelho ouviremos diversas reclamações com sentido, é exemplo disto, o caso do Sobral do Abelheira.
Em Mafra a realidade é bem conhecida por todos e não pelos melhores motivos, neste concelho a intimidação é uma constante, o executivo municipal encabeçado pelo Engenheiro Ministro dos Santos, há demasiado tempo, detém muitos vícios, as formas de fazer estão não só antiquadas para este novo milénio como a forma de se relacionar com os Munícipes têm de mudar.
Segundo o actual marketing municipal, Mafra é o Município que dentro da área metropolitana de Lisboa detém o maior índice de qualidade de vida. Mas as facturas que todos nós que vivemos no concelho pagamos desmentem isto (contra factos não há argumentos).
Este é o Município que a privatização de um serviço não significa uma melhoria do mesmo, este é o concelho do Distrito de Lisboa que o metro cúbico de água é mais caro, este é o município onde as taxas de construção prejudicam gravemente a instalação de novas empresas. Este é o Município onde o Munícipe paga pelo menos 2 vezes a construção de novas infra-estruturas (o momento da construção e ao longo da vida para usufruir do mesmo) falo por exemplo da construção da Auto-estrada (A21) e do Parque Municipal Eng. Ministro dos Santos onde para usufruirmos do seu serviço teremos que pagar à entrada.
A política utilizador pagador que este executivo segue é demasiado pesada para Município, é latente o descontentamento nas Freguesias e o sufoco com que os diversos executivos freguesios vivem. Fazer obra começa a ser difícil, como difícil é comunicar com o Município.
O Partido Socialista vai começar por aqui. E esperamos que todos os Mafrenses apostem em nós para a Mudança que todos ambicionamos.
Este nosso projecto terá 4 áreas fundamentais de intervenção:
- Ambiente;
- Ordenamento do Território e Sustentabilidade Energética;
- Planeamento Estratégico;
- Cidadania;
A 1 ª prioridade, o Ambiente, o PS não pode compactuar ou aceitar que continue a existir no nosso Concelho acordos que não são bem explicados aos Munícipes, E nesta matéria refiro o acordo com a TratoLixo que vai colocar 200 mil toneladas de lixo por ano a circular e a ser depositado no nosso Concelho.
É igualmente preocupante o vazio de politicas ambientais no Município, desenvolvidas por este, temática onde se joga o futuro do País, do concelho e dos nossos filhos.
O Ordenamento do Território, é a nossa segunda prioridade, aqui existe muito a fazer, a política do betão desenfreado que tem sido seguido por este Município, a construção desordenada e massificada tem vindo a descaracterizar o concelho. Freguesias como a Malveira, Venda do Pinheiro, Mafra e principalmente a Ericeira, encontram-se sufocadas por uma cintura de betão.
Quando falamos em ordenamento do território falamos em melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, esta construção não está a permitir isto, as nossas vilas e aldeias além de perderem os seus traços originais encontram-se igualmente a perder anualmente qualidade de vida devido aos espaços verdes estarem a desaparecer.
Existe igualmente outras situações caricatas que nos revoltam, os espaços verdes que existem muitos deles estão degradados e parece que só são cuidados a quando de qualquer acto eleitoral, somente existe um caso onde isto não se verifica, que é considerada pelo executivo camarário a jóia deste Município que é o Parque Municipal com o nome do actual Presidente da Câmara onde tudo está estudado ao pormenor.
Em termos de sustentabilidade energética, este é um conceito amplo, materializado na diminuição das facturas de energia. Com esta ideia temos bem definida uma estratégia de sustentabilidade energética. Queremos dotar os edifícios municipais de infra-estruturas com energias alternativas que os permitam ser auto-suficientes.
Queremos, igualmente, apetrechar os veículos municipais com um sistema de biodiesel.
Desta forma estaremos a inovar e a estimular a politica energética no concelho como a redução da emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.
Planeamento Estratégico, é um processo contínuo e sistemático que diz respeito à formulação de objectivos para a selecção de programas de acção e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas ao Município. No Concelho isto é coisa que não existe, e quando existe não são feitas com a seriedade necessária, as tomadas de decisão são feitas sem critérios perceptíveis.
Qual tem sido afinal ao longo dos anos a estratégia de desenvolvimento para o nosso Concelho?
As novas vias de acesso trazem com elas novos desafios e milhares de habitantes por ano, devido ao planeamento municipal estar a falhar, as redes de abastecimento começam igualmente a falhar, sem querer entrar em exercícios demagógicos basta pensarmos o número de vezes que por ano temos falta de água em casa. Esses desafios por enquanto ainda não foram bem planeados, e o Partido Socialista está bem ciente destes.
Por fim a cidadania, o conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direcção dos negócios públicos do Estado, participando de modo directo ou indirecto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (directo), seja ao concorrer a cargos públicos (indirecto).
Ao longo da história este conceito foi ampliado, passando a englobar um conjunto de valores sociais que determinam o conjunto de deveres e direitos de um cidadão, para que no conjunto todos consigamos viver mais e melhor em comunidade, aqui, a Câmara Municipal de Mafra, necessita de se empenhar, e temos a ideia de desenvolver políticas municipais de apoio aos jovens (desempenhar um papel activo na comunidade local, apoiar a informação consciente dos nossos direitos, responsabilidades e deveres).
À população envelhecida, (que no nosso concelho começa a povoar muitas aldeias do nosso interior, devido ao abandono dos jovens e envelhecimento das populações) estão esquecidas e abandonadas pelas políticas municipais.
Necessitamos igualmente de apoiar políticas de empreendedorismo, para que possamos ser capazes de captar e receber novas empresas, porque só desta forma é que Mafra passará a ter vida mais activa e deixar de ser um dormitório da Área Urbana de Lisboa.
Estas e outras ideias são e serão defendidas como prioritárias pelo Partido Socialista nas próximas eleições autárquicas. Creio num excelente resultado.
As equipas do Partido Socialista, a da Câmara encabeçada por mim, e as várias equipas nas freguesias, dos meus amigos aqui presentes vão triunfar.
O Partido Socialista para as Autárquicas 2009 tem uma equipa motivada, jovem, humilde, profissional, capaz, responsável e formada de gente da terra ao serviço da terra.
O serviço é o que nos move a ambição será o que nos conduz!
Confiem em nós e seremos capazes de trazer para o Município o desenvolvimento e as ideias do Século XXI. Chega de políticas de betão, chega de marketing sem sentido. Vamos virar página e mudar Mafra.
De hoje até ao dia 11 de Outubro conto com todos vocês, vila a vila, aldeia a aldeia, rua a rua, casa a casa, vamos falar e explicar quais são as necessidades existentes e apresentar este projecto de futuro e de credibilidade.
Por um voto se vai ganhar por um se vai perder, repito, a vitória não será difícil se todos transmitirmos aos nossos amigos e vizinhos que hoje aqui se apresentou um verdadeiro projecto autárquico.
É necessário ACREDITAR NA MUDANÇA, SEREMOS CAPAZES, TODOS JUNTOS, CONTO COM TODOS.
VIVA A MAFRA, VIVA AO PARTIDO SOCIALISTA, VIVA AO PROJECTO ACREDITAR NA MUDANÇA.




Exmo Sr
Lamento que ocabeça de lista do PS à Câmara de Mafra em 2009 não tenha em conta aquilo que o anterior tinha aceite como prioridades para o concelhono último acto eleitoral: a cultura e a preservação da actividade agrícola como marca distintiva e qualificadoras ambiental do concelho.
A cultura sempre foi desprezada pelo actual presidente de Câmara. Não faz parte dos seus hábitos nem do seu genes, mais dado à construção civil e às obras de espaços públicos onde possa apôr o seu nome.
É assim que as crianças e jovens do concelho não têm onde aprender música, dança, teatro, etc. Como então sugeri e pareceu-me ter sido aceite, impõe-se um acordo com o Conservatório Nacional de Música para instalar um desdobramento em Mafra num espaço cultural. Sem cultura não há qualidade de vida, massa crítica e futuro para os jovens. Tudo se resume à actividade das bandas e às iniciativas privadas, de má qualidade, e só acessíveis a alguns.
A agenda cultural do Concelho é uma vergonha, tudo se resumindo à vinda muita espaçada dos músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
E, pelo que vi, para si isto é também é secundário. Lamento.
A preservação da actividade agrícola, a marca distintiva da qualidade do concelho ao longo de gerações e que tem trazido a melhor gente, que justifica plenamente uma escola técnica que desenvolva o seu ensino e obsta ao cimento sufocante dos últimos vinte anos, a favor da produção do essencial na alimentação, da saúde das populações e do equilíbrio ambiental do país e do distrito, também não consta das suas prioridades.
Sempre a obra, sempre o betão…
A maior produção do homem até hoje é ele próprio, um autêntico milagre, atenta a sua capacidade de pensar e reflectir desenvolvida ao longo de milénios. Um acto de cultura único entre as espécies.
Ainda é um jovem, concentra-se nas pessoas e nos espaços de vida e deixe o enfoque nas coisas para o mais velho. Está na idade ideal para o poder fazer sem dificuldade.
josé c guimarães